quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Burro velho

Desde pequena que me convenci que se comunicar todas as palavras que há em mim, as pessoas vão entender-me e, sobretudo, gostar de mim. 
Elas há que usam a sua melhor mini-saia,  há as que dizem a melhor piada, há as que acreditam nessa história de prendê-los pelo estomago e as modernilhas, que se esforçam no sexo.
Longos textos, com o meu melhor vocabulário, a melhor pontuação (tem dias) em busca de validação. Acreditando, sempre, sempre, sempre que será o caminho para o encantamento.
Sempre acreditei que se disser, por palavras  bonitinhas o quanto gosto, a reciprocidade chegaria. Nunca chegou, nunca resultou, nunca foi.
E mesmo assim, não me calo.

3 comentários:

Ana A. disse...

Pois eu cada vez mais guardo as palavras para mim.
E tenho iniciativa 0!

Mam'Zelle Moustache disse...

Então não avisavas que tinhas voltado para aqui, raios?!!
E eu, feita panhonhas, a voltar onde já não estás, à espera de novidades...

Eu cá acho que as coisas não vão lá (só) com palavras bonitas...

clara disse...

Sou um caso perdido, Ana A.... Digo tudo e mais um par de botas :P

Sorry, Mam'Zelle, sou uma troca tintas. Mas este é que e o meu espacinho...