segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Coisas de gaja

Não tendo sido uma dessas adolescentes que sonham com o vestido branco, a cauda comprida e os sinos a tocar, não significa que não tenha fantasiado meu happily ever after.
Que atire a primeira pedra, a gaja quenão  passou muitos dos seus aninhos (se é que já não passa) a idealizar o paizinho dos seus futuros potenciais filhos e companheiro de uma vida. Lembro-me das minhas amigas falarem em loiros ou morenos de olhos verdes ou altos espaúdos. Só mais tarde percebi que havia uma forma fisica que me atraía mais. Mas em miúda, queria lá saber se eram loiros ou magros. Não por ser menos fútil que as outras, mas porque tinha só que ser giro e pronto. Entretanto, uma pessoa amadurece, tem uns namoricos, começa a perceber as coisas com que pode ou não conviver, mas nao deixa de idealizar. Que tem que ser inteligente, que tem que ter sentido de humor, tratar-nos bem, e mais uma data desses clichés, que isto anda tudo atrás do mesmo.
O mais provavel é vir um badameco qualquer sem metade das idealizações (alguma há de ter, caraças) dar-nos a volta a cabeca e cabo da auto-estima.
Nada disto é novidade, as histórias repetem-se e aposto que, neste preciso momento, há, por esse mundo fora, umas 500 gajas a apaixonar-se pelo traste que lhes piscou o olho.
O que me anda a atormentar mesmo mesmo é que raio acontece quando se conhece alguém que preeenche os tais requisitos todos, criados depois de uma vida vivida e o tal amadurecimento inerente, mas… (Há sempre um cabrão dum "mas") é feio. Ou não se veste como apreciamos. Ou sendo inteligente, bom sentido de humor, tratando-nos bem, tem pouco ou nada em comum connosco e com o mundinho que criamos á nossa volta. Continuamos a fazer prevalecer os requisitos de uma adolescente ?
 
 
 

3 comentários:

Ana A. disse...

Eu assumo, sempre que um homem me interessa, uma das primeiras coisas em que penso é se o quero para pai dos meus filhos ou não.
O que estraga logo tudo!

clara disse...

Estraga? Parece-me uma boa técnica. E, do meu ponto de vista, tira um bocado de futilidade à coisa. Claro que queremos os nossos filhos com genes que os façam lindos e maravilhosos, mas eu focaria-me mais nos valores a transmitir. Gostei.

Ana A. disse...

Estraga porque colocas logo inúmeras expectativas. E muitas vezes baseadas em coisas que pressupões e que nem sabes se é verdade ou não.
E o pensamento deriva não só da aparência física (claro!) mas também do cérebro!