quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Quem vai à guerra...

Desde que fiz Erasmus, que tenho a teoria que, no que diz respeito á relacao com o sexo oposto, a mulher portuguesa está a anos luz dessa coisa chamada emancipacao. Tanto em França, como na Irlanda, pude constatar que as gajas não têm problemas em tomar a iniciativa. Mandar uma mensagem, convidar para sair, dar o primeiro beijo. One night stands também não são um problema nem assunto tabú. Dormir num primeiro encontro, muito menos. Aqui, a mentalidade é “se quero, vou”, “se gosto, digo”, “se estou interessada, arrisco“.
Os meus amigos portugueses que já experienciaram interacções dessa estirpe com mulheres nao portuguesas, atestam a minha teoria. Segundo eles, as irlandesas são muito mais abertas que as portuguesas. No quarto, em si, talvez não, mas até lá chegar, fazem o seu trabalhinho de casa.
Também o homem português, em termos de mentalidade, me parece ser ainda muito conservador. Acham muita piadinha á abertura (salvo seja) das irlandesas, mas quando a coisa é para ser a serio, a conversa muda de figura. Por algum motivo que ainda não sei bem explicar, a primeira vez que o meu ex me tentou beijar, virei-lhe a cara. Estava mortinha por aquele beijo, mas não sei se foi por ele ter verbalizado a coisa, em vez de accionado, na hora h, virei a cara. Até me arrendi. Á segunda, já não me escapei. Meses mais tarde, o menino informou-me que esse virar de cara o tinha feito levar-me mais a serio e que foi nesse momento que decidiu que eu seria namorada e não outra coisa qualquer. Nem sonha que foi apenas uma coincidência parva…
Se por um lado dou por mim a achar que as não portuguesas é que têm razao e fazem elas muito bem, por outro, olho para as estatísticas, para os exemplos à minha volta e tenho as minhas dúvidas. Sou uma desbocada do pior e tenhotendência  para mostrar ao gajo que tenho interesse. Mas nunca fui capaz dum primeiro beijo. Tem que ser ele. E muitas foram as vezes que me arrependi de me dar á morte, com as minhas necessidades de verbalização. Ando ali num limbo, que nem me viro para um lado, nem para o outro.
Comportamento gera comportamento e femininismos á parte, a verdade é que gosto dum gajo que me abra porta, pague o jantar, ofereca flores, trate de mim como um ser indefeso. Procuro o old fashion. E se procuro o old fashion…não  deveria sê-lo, também?
 

3 comentários:

Cath Quelque Chose disse...

Quanto ao mostrar interesse e necessidades de verbalização estou contigo, mas é um pau de dois bicos.
Ás vezes sinto-me frustrada por não poder partilhar o que sinto ou ficar no silêncio, tanto em palavras como acções.
O problema é se o gajo não tem o mesmo nível de interesse em nós vai fugir,se também estiver interessado é capaz de perder um pouco a pica porque o jogo torna-se mais fácil.
Isto é stressante lol

Pedro Corrêa disse...

Uma irlandesa disse um dia a um amigo meu que os portugueses quando estavam interessados em alguém combinava e bebiam tantos cafés que mais depressa morriam de coração do que iam para cama... :)

clara disse...

Cath Quelque Chose, um gajo nao interessado, fugir, nao me preocupa. Fica-se logo a saber com o que se pode contar. Já a historia de tornar-se mais facil, é que e fruto da nossa mentalidade. É nisso que as irlandesas sao mais a frente. Um interesse inicial nao descura a necessidsade de tambem terem que provar/mostrar que sao merecedores para manter o jogo. mas sim, é um stress e a mim levanta-me demasiadas questoes.

Pedro, ahahah, essa irlandesa só nao tem razao, porqe o gajo beberia tantos ou mais cafes, sozinha. Quantidades astronómicsa de café, é uma coisa muito nossa. (apesar de eu nao ser tipicamente portuguesa e nao beber café...)