segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Esqueletos no armário

Um dos meus maiores problemas é a desorganização. Não sou, por natureza, uma pessoa arrumada e tenho a capacidade de um esquilo para acumular coisas que, acho eu, posso vir a precisar, eventualmente. Desde os tempos em que a minha mae me dizia “não sais de casa, sem ter esse quarto arrumado" que faço um esforço herculeo para conseguir manter a coisa apresentável. O problema é que se antes se tratava de um quartinho com 10m2 e um monte de roupa, em cima da cadeira, actualmente, tenho que lidar com tralha correspondente a uma casa com 2 andares, dois quartos, uma cozinha, uma sala e um jardim. Não pensem lá que vivo nalguma mansão. Apesar desta descrição vivo numa casinha muito pequenina e muito fofinha. Cheia de tralha que não tenho a certeza se vou mesmo precisar.

Nesta minha demanda, encontrei uns blogues sobre minimalismo e sugestionável como sou, não hesitei, decidi que ia passar a ter uma dessas casa onde tudo é branco e a pessoa nem espirra para não desiquilbrar o yin-yang da coisa. Sabe-se lá o espaço que ocupariam uns perdigotos.

E foi assim que descobri que isso do minimalismo usa e abusa do mesmo truque que eu usava com a minha mae, quando tinha mesmo que sair rapidamente, que uma adolescente sabe lá o que vai perder, se se demorar mais 5 minutos que o resto da malta.

Posto isto, só vos digo, quando entrarem numa dessas casa vazias, em que parece que nao vive lá alma, experimentem duas coisas : espirrar e abrir uma gaveta.

Sem comentários: