sexta-feira, 26 de setembro de 2014

No fundo, no fundo...

" Espero que te arrependas.

Que, em pesadelos, te penetre a alma até sangrares e que grites o meu nome até acordá-la e fiques tao rouco que não consigas tecer uma justificação plausível.
Que te dificulte o sono, o descanso, a paz.
Que a minha cara te persiga no meio da multidão, várias vezes por dia, tantas quanto mereces, por minuto portanto, melhor, por segundo, por cada pulsação que senti com a tua proximidade, por cada desejo não concretizado, por cada vida não vivida contigo. Que sintas a minha respiração na tua nuca enquanto esperas o metro, o autocarro, no transito, no trabalho. que o meu nome apareça nos livros que lês no silencio da noite, que a minha voz apareça no rádio, no coro de uma música qualquer.
Que pressintas o meu corpo colado ao teu quando estiveres no duche, o meu abraço por trás quando fizeres a barba, que percebas que estou a descobrir a que sabe a tua língua quando estiveres no meio de uma reunião, quando te pedirem para falar de coisas sérias e confusas e que te engasgues com todo o meu desejo e vontade de te sufocar de sentimentos. que morras ali mesmo, mil vezes e que ressuscites para te ter mais uma vez em sonhos.


Que sejas feliz com ela. a sério."


Roubado, descaradamente, à Sophia do Danos Colaterais

 

 

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