sábado, 7 de novembro de 2015

E agora?


Como é que eu explico isto ao gajo?

De volta a casa

Avô: A internet é uma coisa muito má. Facilita as vigarisses.
Eu: A internet é como tudo. Tem coisas boas e más. Também facilita informação, contacto, campanhas de solidariedade...
Avô: Não. A internet é muito má. Vê lá que até tem coisas pornográficas. 

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Vida de emigrante número não sei quantos

A Irlanda é aquele país em que uma senhora vai contar, na rádio, o trauma que sofreu porque o rapazinho do tinder lhe deixou de falar, depois de dormirem juntos. E depois a dramática sou eu.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Alguém explica à emigrante

Quem é esta raio de Marta Rebelo que escreve a carta ao gato?

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Um dó li tá

Quando decidi comprar casa própria, vi muitas e variadas casas. Quando andava a decidir qual era a menos pior, calhou o vendedor imobiliário ter me falado na do lado, que ainda não me tinha mostrado porque antes não dava. Assim que lá entrei tive aquela epifania, tal e qual a do anúncio, "aqui vou ser feliz" e já não houve volta a dar, era aquela e mais nenhuma. 

Com os gajos, sou tal e qual, assim que vejo "com este não vou ser feliz", tau, está escolhido. Não há volta a dar. 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Assolapadas

Tenho saudades de paixões. Daquelas bem minhas, assolapas. De quando tudo servia de pretexto para escrever um post. De quando descobri o instagram e fiz da cadela a musa de uma pretensa artista. De quando o ombro de alguém era o meu lugar favorito ou o toque duma mensagem me acelerava o coração. 
Tenho a certeza que os meus amigos não têm saudades nenhumas dessas minhas montanhas russas, de cima a baixo, a cada 5 segundos, mas, na verdade, a mim não me importa chorar. O que preciso é de sentir. Só de sentir. 

Embalo

Ontem tive insónias. Três da manhã e eu, que tinha uma reunião daquelas, logo às oito, nada de dormir. Nem um bocejozinho para amostra. 
E que faz uma pessoa quando não consegue adormecer? Lê este blogue. Vão por mim, é (foi) tiro e queda.
Fui ler lá bem para os primórdios da coisa e, para além do tremendo sono que a coisa me deu, tive ali um misto de vergonha e orgulho. Tanta coisa mudou, tanta coisa aprendi. Mas tive, sobretudo, muita saudade. Da ingenuidade. E de ainda saber escrever português, sem expressões de emigrante, que já não diz uma frase sem um "by the way", que subsitituiu um bom "porra" pelo "fuck" e ainda tentava acertar na ortografia. 
E foi isto. Bons sonhos. 

domingo, 18 de outubro de 2015

Tinder I

Pouco depois de ter escrito este post com a minha opinão sobre online dating, eis que aderi ao tinder.

 

Até agora, acho que o tinder não é muito diferente de tudo o resto na vida e de outras formas de conhecer gente. No fundo, no fundo, é como sair à noite para uns copos. Tem noites que não se passa nada, dias em que te divertes à grande, vezes que conheces alguém que te pareceu interessante, grande parte das vezes, só te aparecem otários.

 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Somos do tamanho do que vemos

Acho que todos achamos que somos mais do que os nossos erros. Por mais graves que sejam, achamos todos que somos tão mais que isso. 
Um erro no trabalho, não apaga todos os teus outros feitos. Um erro com uma pessoa, nao impede que aquela tua outra amiga te ligue, numa urgência. Um erro numa relação, não  impede que o teu ex te relembre que foste o seu primeiro amor. Um acto de egoísmo, não retira o sangue que doaste. Um pouco mais de sal na comida, não impede a boa sobremesa que lhe segue. 
Pergunta ao maior dos estafermos e te dirá que sim, que é boa pessoa, que merece o melhor e tem um bom fundo. Cometeu um erro. Uma injustiça da parte daqueles que não o vêem . 
O teu coração é espaço enorme, onde pode não caber o vizinho que ouve Marco Paulo, pela manhã, aos Domingos, mas enche-se pela boazona de sábado à noite, pelo amigo que paga um copo, pelo cão que te lambe a cara, quando te vê. Somos todos enormes, maiores que os nossos erros, os pensamentos mais mesquinhos, as ideias mais estapafúrdias. Queremos todos o melhor, estar perto das pessoas que admiramos, dos livros que gostamos, das músicas que nos animam, das urgências que temos. 
Tenho urgência de saber de quem gosto, por quem tenho estima, com quem tive bons momentos. 
Um copo de vez em quando, uma conversa nostálgica, um coração que se enche até ao tamanho dos nossos erros. Até ser maior que os nossos 

Gostava de, um dia, tomar um copo, ao lusco-fusco, numa conversa amena, com alguém por quem tenho urgências de saber bem.  Dás-me noticias?

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Mais além

Cedo aprendi que é boa prática querer sempre mais e melhor.

Em miúda, deveria procurar ter melhor notas, em adulta, procuro sempre mais conhecimento, mais desenvolvimento, mais qualquer coisinha, que pode ir desde de melhorar, eu, o meu próprio trabalho ou procurar melhores condições.

Diz que se chama ambição e que é saudável.

Habituamo-nos tanto a querer mais e melhor (e viva o capitalismo!) que não o procuramos apenas em actos de consumo ou em factores laboriais. Passámos a esperar, também, mais e melhor das pessoas que nos rodeiam. Seja a colega intragável à segunda-feira, seja um namorado que não faz aquilo que tanto gostávamos.

Eu acredito na procura pelo o melhor do melhor. Mas acredito muito pouco se essa procura se baseia em coisas que não controlamos. E pessoas, sejam elas mais ou menos intimas, próximas ou não, são, invariavelmente, coisas que não controlamos. Podemos até, ajudá-las a melhorar, seja em que aspecto for. Apenas, e se, houver pré-disposição para tal. E eu, pessoalmente, gosto de gente que procura sempre ultrapassar-se a si própria.

Com alguém que achamos que podia melhorar um aspectozinho qualquer, temos duas hipóteses. Ou aceitamos e gostamos daquilo que já são ou não gostamos e não aceitamos. Não aceitando, vai cada um à sua vida. Está mais que provado que esperas por melhorias são uma utupia. Tudo o resto é sorte. Ou nós próprios quem melhora.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Eu não te entendo

Vou te confessar uma coisa, eu nem sempre te entendo.

Não entendo as tuas decisões, as tuas escolhas, a forma como vives a vida.

Não entendo porque te isolas ou porque escolhes passar o teu tempo com pessoas com as quais não me identifico. Não entendo porque é que não fazes dieta ou porque escolhes não sair do ginásio. Não entendo porque manténs uma relação ou porque escolhes acabá-la. Nem sequer entendo porque a decides iniciar ou forçar ou reconquistar.

Porque entendendo ou não, terei sempre um abraço para te dar, um ombro para chorar ou um todo para celebrar. Porque este é o meu conceito de amizade. Identifico-me contigo em muitas outras coisas, rio-me a bom rir quando estamos bem, gosto das eras, passadas ao telefone, a analisar o que te atormenta ou te faz feliz.

Nem sempre te entendo, porque acima de tudo, não te julgo. E porque gosto de ti.

domingo, 1 de março de 2015

Facebook's best

Das melhores coisinhas criadas no face: aqui.

 

 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

helena

Passaram tantos por mim. Porque não ficou nenhum? Para que houvesse um teria que haver todos os outros? Para que esse passasse teriam que passar todos? Teve mesmo que ser assim?

Saio sozinha, encontro alguns amigos nos locais do costume, e volto sozinha. Dói-me muito ver a cama vazia. Parece-me injusto. Cada vez é mais difícil. Vejo as coisas do quarto: a cama branca, as duas cadeiras, as cortinas caídas. Fazem-me sentir como se eu estivesse ali a mais, como se fosse uma intrusa.

Às vezes dormem comigo. Mas é só uma infidelidade que cometem para provarem a si próprios que ainda estão muito agarrados às namoradas. Quando pedem desculpa ainda são mais miseráveis. Fico com os nomes de todas na memória.

Rogo por amor e ninguém me ouve. Mais valia não haver palavras, só suspiros e risos e choros. Talvez alguém ouvisse. Talvez alguém entendesse.

Dou comigo a rezar diante de uma parede de pedra e tenho por única resposta o eco da minha voz. Estou cada vez mais sozinha.

Ninguém me agarra e diz: "Quero-te como não é possível querer mais alguém. Leva-me contigo. Ou então eu levo-te comigo." Não. Tocam-me mas ninguém me agarra. Querem só tocar. Batem nos vidros, riem-se e eu rio-me. E depois partem.

Estou muito cansada. O meu coração está muito pesado.

Passaram tantos por mim. Porque não ficou nenhum? Teria que ser assim, mesmo assim?

Pedro Paixão

1989

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Isto deve ser das coisas mais tristes que li na vida

Encontrado no Shiuuuu

 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Maria Capaz

Tenho andado às voltas com esta história da barbearia em que não podem entrar mulheres e os comentários e reacções que a coisa suscitou.
Nunca me considerei femininista, precisamente porque nunca me identifiquei com as femininistas que conheci, nunca concordei com quotas em vez de méritos e, sobretudo, porque acho necessário saber identificar as diferenças antes de se reivindicar as igualdades. 
Não conheço o dono desta barbearia. Se calhar é mesmo um machista do pior e merecia que o seu local de trabalho fosse invadido por revolucionários. Por outro lado, não acho que o tema mereça a atenção de nenhuma mulher que lute pelos seus direitos. E nem é porque não tenho barba, é porque tenho outras questões me inquietam bastante mais. Quem lê naquele cartaz que a mulher está a ser colocada numa fasquia inferior à do cão, está a enfiar uma carapuça.
Homens e mulheres são diferentes. Ponto. Começamos pelas diferenças óbvias, as físicas, acabamos, nas diferenças de aptidão, comportamento e intelectuais. 
Os homens sempre tiveram esta necessidade de estar entre eles, de poder falar de javardices, enquanto nós vamos tendo as nossas conversas pelo telefone, por mail ou através de blogues. Não precisamos tanto de presença física nem de cerveja. Se os homens o querem fazer numa barbearia, be my guest. 
Nos comentários que li, li uma comparação muito errada, deste tema com o novo projecto da Rita Ferro Rodrigues e da Iva Pamela, o site Maria Capaz. Em primeiro lugar, o site é composto por artigos escritos por homens e mulheres. Em segundo lugar, o seu acesso não é vedado a homens, qualquer um o pode ler. O site é sobre mulheres. Primeiro porque pode, depois porque como qualquer outro projecto, escolheu o seu nicho de mercado e, finalmente, porque, efectivamente, ainda se verifica descriminação e é necessário falar nela e lutar contra ela. 
Outro comentário que li, foi a comparação com as entradas nas discotecas. E gostava de explicar isto. O problema não está assente em sexismo, mas em capitalismo. Em Portugal, uma mulher que se veja forçada a comprar um valor mínimo de bebidas, quando só faz tenções de beber uma Coca-cola, fica em casa. Uma discoteca que não tenha mulheres, não interessa a homens. No país onde vivo, as entradas são cobradas a todos os géneros. Aqui, as mulheres não se fazem rogadas a uma boa quantidade de álcool a ingerir, mas na verdade, uma entrada paga, aqui, não dá direito a bebida nenhuma. Apesar da grande fonte de rendimento ser a venda de bebidas, parte-se do princípio  que o serviço oferecido é mais abrangente. Há uma música, um ambiente, uma segurança e uma limpeza que também são cobradas. O modelo em que assenta o negócio e as mentalidades são diferentes. Podemos discutir qual é o mais correcto, mas não numa óptica sexista. 
Para mim, estes são três  assuntos que não vale a pena discutir e as revoluções que me parecem verdadeiramente necessárias teriam que ser contra as entidades empregadoras que pagam menos a uma mulher (ou outras "minorias") que tenha as mesmas competências, contra os maridos que, depois duma jornada de trabalho, acham que só a mulher se deve dedicar a essa outra, a da casa e dos filhos e contra as situações que se vivem ainda fora da Europa, onde as mulheres não tem ainda voz, direitos e/ou visibilidade. 
Com o resto, não me macem. 

domingo, 15 de fevereiro de 2015

So much love

O melhor do meu dia dos namorados foi o facebook. Pura poesia é o que se lê nos posts sobre amor no facebook.
De todos os posts tenho dois preferidos. O da rapariga que odeia o dia e consumismo e essas tretas todas, mas claro, não perde a oportunidade de se declarar ao seu mais que tudo. Para isso, conseguiu a simples mas forte proeza de incluir num unico post a palavra "cagalhão" e a expressao "amo-te muito, meu amor". Se isto não é o sonho, não sei o que será...
O segubdo post que mais gostei foi o do rapaz que explica que ele e a namorada optaram por não comemorar este ano. Estão a atravessar uma crise existencial. Ele existe, ela não.

Bom fim-de-semana.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

O engodo (contém spoiler)

Tenho que confessar que li as famosas sombras do outro. Faço-o com muita vergonha, porque os livros são maus, em vários aspectos.
Primeiro estão mal escritos. Eu li a versão em inglês. Não sou nativa e naquilo que muitos proclamam ser uma escrita "básica", eu encontrei erros flagrantes. 
Depois porque o livro é um engodo. Auto denomina-se como soft porn e realmente as personagem andam ali que nem coelhinhos. Uma pessoa está a ler que o gajo pestanejou e já sabe que vai haver sexo. E fica ali sempre à espera do tal bdsm, que se resume a um quarto de brinquedos, umas algemas e umas chicotadas. A bamby protagonista da história chora e foge praí à terceira chicotada. A partir daí, quando achamos q a coisa vai começar a aquecer, em termos sexuais, esfria. Continua a haver sexo, mas menos kinky. O gajo apaixona-se e cura-se. Pelo meio descobre que o mal dele é umainfância  problemática e vai ao psicólogo e coiso. 
Este não é um livro sobre sexo. É um livro sobre love saves it all. O sonho de qualquer mulher. 
O livro é o engodo em que todas acreditamos. Somos desrespeitadas, mal tratadas, fazemos vontades para agradar e continuamos ali. Num misto de masoquismo e crença que o gajo só nos trata assim porque ainda não percebeu que somos a mulher da vida deles. E quando o fizer, os problemas de caractér vão ficar, ali, resolvidos. Já me aconteceu conseguir conquistar o gajo com mau caractér. A relação passou a ser séria, namoro assumido, familias envolvidas e pardais ao ninho. Também me aconteceu ao cobtrário e o mau caractér fazer de mim gato-sapato. A lição que retirei é que eu posso ser a mulher da vida de quem quer que seja, nem todos serão o homem da minha vida. Ninguém muda, seja pelo que for e eu, como companheiro, não quero um crápula. 
Quanto aos livros, não consegui acabar o terceiro. Talvez esteja errada, mas estou convencida que a história acabou com filhinhos. Que as personagens engordaram, passaram a ter que se preocupar mais com o colesterol e a educaçao das crias. Ela passou a fazer adepilação uma vez por ano. No mesmo dia em que voltaram a dar uso às algemas.  

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Fini Finito

Dependendendo das circunstâncias, são duas as formas como eu vejo as minhas relações. Que vão acabar ou que vão acabar.
Verdade seja dita que, actualmente, duvido muito que alguma não termine. Vejo muito poucos casais felizes à minha volta e, na minha geração, passámos já aquele "boom" dos casamentos e dos bebés, para quase já só ver divórcios.
Mas isso são outros quinhentos. A verdade é que qualquer relação que eu inicie, prevejo um fim longo e doloroso. Muitas vezes, antes de começar. Por isso, acontecem, sempre duas coisas. Começo por ir como se não houvesse, nem precedentes, nem amanhã, assimcomássim, vai doer, bora lá mazé aproveitar.
No segundo instante, que é como quem diz depois da barriguinha cheia do pequeno-almoço das relações, prevejo-lhe o fim. Já que vai acabar, que venha já esse fim. Qualquer tentativa não sucedida desta auto-sabotagem foi devida a alguma paciência da outra parte. Normalmente, também esgota.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Corpos danone

Foi preciso engordar 10 quilos para fazer as pazes com o meu corpo. Há 24 anos que andavamos em guerra, desde o momento que passou a ser necessário usar arames no peito. Desde a adolescência que não sou magra. E que sempre me informaram que não era magra. Uma ida à praia passou a ser tortura; umas alças no verão, uma vergonha; uma ida aos provadores duma loja, um pesadelo. 
Algures no tempo, alguém me perguntou qual a parte preferida do meu corpo. Nao valia dizer que era o cabelo, mãos ou pés. E eu não tinha resposta, odiava cada centimetro de mim. 
Sempre me fingi despreocupada e nunca larguei as minhas massas com natas, a minha Coca-Cola e a minha Nutella. 
Há três anos, numa altura em que o corpo e tudo em mim me era indiferente, dado o estado de espírito em que encontrava, engordei 10 quilos de um dia para o outro. Foi a primeira vez que me propus a fazer dieta. E fiz. Dos dez quilos, perdi uns 5. Desde aí, o peso vai oscilando. Ouvi muitos comentários crueis nessa altura. Chorei quando tentei vestir certas roupas. Sofri enquanto comi alface e maçãs. Depois passou-me. Caguei. Com ou menos quilos, nunca nenhum gajo me mandou voltar a vestir. Nem nunca deixei de ter mouro na costa. As roupas, talvez um número abaixo, um número acima, ainda se arranja bonita.
Hoje, pela primeira vez, vesti umas calças skinny. Quando tinha menos 20 quilos, não ousava sequer experimentar. Porque evidenciava anca, porque apertava a barriga, porque me iria, concerteza, ficar mal. 
Hoje, vesti-as. E gostei do que vi no espelho. E gostei dos elogios que recebi. 
E vi, não qual, mas quais as partes preferidas do meu corpo. E não senti necessidade de as esconder. Pelo contrário.
 A celulite? A barriga? Não me definem. Não fazem de mim um niquinho menos interessante. São resultado de momentos  prazeirosos, passados à volta de uma mesa, onde a boa comida, condimentou a boa conversa. São também resultado de horas passadas na cozinha, onde se aprimorou um resultado. São também resultado de muitas refeições sozinha, onde me agrada a companhia. 
Não sou magra. Não sou nada do que se vê nas revistas. Tampoco sou desleixada. Aprendi a esquecer os defeitos e enaltecer as qualidades. Físicas e não físicas. E nunca mais deixarei que me digam o contrário. 


sábado, 31 de janeiro de 2015

Ficar por cima

Uma das coisas que eu não entendo é a necessidade que, a maior parte das pessoas, sente de ficar por cima quando uma relação acaba. Ou melhor, entendo se esse ficar por cima for sinónimo de ficar em paz consigo mesmo e esperar o melhor para o outro. Ou mesmo não esperar nada para o outro. 
Esperar que o outro fique pior, ainda que só de aparência, não entendo. 
E se para ficar em paz connosco próprios for necessária uma conversa, uma explicação ou mesmo só um "olá, tudo bem?", porque não?
O que eu não entendo é que depois de se terminar uma relação se continuem os jogos, o diz que disse, o "agora vou fazer para parecer". Os truques para ver quem liga primeiro, quem arranja subsituto primeiro, quem tem mais amigos para sair ou quem chorou mais, não me fazem sentido. Posso ser a que chora mais, no momento, a que ligou com perguntas, a que fez o diabo a quatro para ficar em paz. Não vejo que isso implique ficar por baixo, emocionalmente. A partir do momento que aceito e estou feliz, mesmo que seja com uma decisão que não foi minha, já estou por cima. O outro, o que pensa, o que sente ou com quem fode, já não me interessa. 
Talvez esteja enganada, mas ficar por cima é não querer nem já saber e trilhar  caminho para que tal aconteça. Isso sim é saudável.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Resoluções para 2015 e o ginásio


Quase chegados a Fevereiro e eu ainda nas minhas resoluções. Acrescentei mais uma. Sendo a minha grande resolução, cumprir resoluções, resolvi ir contra a maré blogosferica e tomei como resolução, desistir do ginásio. Não que eu tivesse lá posto os pés o ano passado, ou que andasse a pagar alguma mensalidade. Do que eu desisti mesmo foi dessa ideia que deveria tentar ir.

Eu odeio aquilo. Sou a pessoa mais descordenada á face da terra, tenho zero resistência, odeio suar e, sobretudo, odeio o ritual. Odeio as roupinhas que tem que ser todas xpto, odeio o vestir-me e despir-me fora do meu quarto (ou de quartos mais prazeirosos), odeio o duche, com os chinelinhos para o pé de atleta e odeio secar o cabelo num balneário.

É muito saudavelzinho, é sim senhora. Tanto como uma caminhada com a minha cadela. Ou lavar as janelas lá de casa. Ou aspirar o chão. OU bater umas claras em castelo, fora da bimby.

O exercício pode ser o que fizermos dele e não tem que ser uma obrigação, com hora marcada, num sítio específico, sem outro objectivo tangível, que mudar o corpo. Quantas pessoas conhecem que fazem o seu sacrifício duas, três vezes por semana e vêem , efectivamente resultados? Na verdade, eu conheço uma. Mas é daquelas que faz duas outrês  aulas de seguida e que adora aquilo.

Percebo quem gosta, quem consegue levar aquilo á seria, quem sinta que é um hobbie que descomprima. A mim descompri-me cozinhar. Ou ler. Ou, para mao parecer uma total couch potato, passear com a minha daquela, quando nao faz muito frio, nem neva.

Quando se odeia tanto uma coisa, não pode ser saudável. E não me chateiem!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Tirar pedaço

Ontem, depois de ter escrito o post mais abaixo, um amigo disse que era a minha mente que tendia a terminar a coisa. Perdi uns 5 minutos da minha vida a pensar nisso, se era seria mesmo esse o meu padrão, sabotar, terminar, etc.

A verdade é que não experimentei a coisa só por experimentar, tipo, é mesmo daquelas coisas que tenho que fazer uma vez na vida. A verdade, verdadinha é que não sou parva, topei logo que era isto que o menino em questão queria e, mesmo assim, quis tirar pedaço. Tão simples quanto isso. 

O padrão, sim, revivi-o, mas quando voltei a permitir que se pusesse o ónus em mim.

Se é verdade que é possivel pôr o pé na argola, tambem é verdade que a maior parte das vezes, não é pessoal. E esta merda é como muita outras, depende, acima de tudo, da lei das probabilidades. Se há aqueles a quem lhes sai o totoloto à primeira, segunda, ou terceira tentativa, outros há que passam uma vidinha ali a pôr-se na fila, todas as sexta-feiras. Istonão  é bonito, e muito menos romântico, mas quanto maior o número de apostas, maior a probabilidade. E, ao contrário do que muitos pensam, a combinação 1, 2, 3, 4, 5, 6 é tão provável como qualquer outra.

 

 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Drama queen

Venho aqui, por este meio, confessar que já tentei essa cena de pensar como um homem.

Armar-me em mulher moderna do século XXI que sou, assumir as minhas necessidades e conseguir ter ligações sem ter ligações.

A ideia pareceu-me paradisíaca. Disfrutar da parte que a natureza nos impõe, sem dramas, sem lagrimas, sem sentimentos, só os tais que se querem prazeirosos.

Foi um esforço grande. Ja aqui escrevi mil vezes, tal como dizia a Sissi, no antigo Cenas de Gaja, tenho o coração no pipi.

Nos tempos iniciais, a coisa foi uma ansiedade sem precendentes « Ai quenão  consigo, ai que vou ficar toda enamorada, ai, se ele não gostou ».

Entretanto, lá consegui encarnar a personagem. Fingi-me de confiante, segura e de quem sabe bem o que quer. E quis. E fui. E foi boa a horinha e coiso, que durou.

Vim feliz. Achei que era a maior, que tinha conseguido. Ehh lecas, estou tao modernilha.

Passou-se um dia e nada de ansiedades, nada de olhar para o telefone, nada de suspiros, nada de me perguntar se suspiravam lá do outro lado.

Passaram-se dois dias e continuei, distraída, ainda orgulhosa do meu feito.

Passou-se o terceiro dia e… qual é a piada desta merda ? Que valor acrescentado me trouxe? O sexo foi bom, sim, feito como se nao houvesse amanha, porque provavelmente nao haveria, mas… Fez-me feliz ? A verdade é que fez, mas só durante aquele instantinho que nos duram as endorfinas libertadas durante o acto. De resto, perdi totalmente o interesse por aquela pessoa. Deixou de me atrair.

E assim se conclui que o que eu preciso é emoção. Eu quero é drama.

 

sábado, 10 de janeiro de 2015

Ano novo, vida nova

E ao décimo dia, 2015 é já o ano em que aprendi a dizer não. 

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Resoluções

E as minhas resoluções não terminaram. Volta e meia lembro-me duma nova. Na verdade, eu adoro resoluções. Acho saudável que se pense no que se deve investir ou alterar, sempre que se fecha um ciclo. Eu, faço resoluções, não quando muda o ano, mas várias vezes. Quando faço anos, em Setembro, hábito velho de começo de ano lectivo, e todas as vezes que subo para uma balança.

Hoje fiz só mais uma: Eu.

Sim, simples, mas potente. Eu. Nada de dietas, nem de ginásios, mas sim cuidar de mim com aquilo que me dá prazer. Prioritizar-me. Esperar que me agradem, antes de querer agradar. Pedir provas, em vez de sentir necessidade de aprovação. Ouvir as minhas músicas. Ler os meus livros. Escrever as minhas palavras.

Eu, eu, eu.

Pode parecer egoísta, mas é, na verdade, a minha decisão mais altruísta.