sábado, 31 de janeiro de 2015

Ficar por cima

Uma das coisas que eu não entendo é a necessidade que, a maior parte das pessoas, sente de ficar por cima quando uma relação acaba. Ou melhor, entendo se esse ficar por cima for sinónimo de ficar em paz consigo mesmo e esperar o melhor para o outro. Ou mesmo não esperar nada para o outro. 
Esperar que o outro fique pior, ainda que só de aparência, não entendo. 
E se para ficar em paz connosco próprios for necessária uma conversa, uma explicação ou mesmo só um "olá, tudo bem?", porque não?
O que eu não entendo é que depois de se terminar uma relação se continuem os jogos, o diz que disse, o "agora vou fazer para parecer". Os truques para ver quem liga primeiro, quem arranja subsituto primeiro, quem tem mais amigos para sair ou quem chorou mais, não me fazem sentido. Posso ser a que chora mais, no momento, a que ligou com perguntas, a que fez o diabo a quatro para ficar em paz. Não vejo que isso implique ficar por baixo, emocionalmente. A partir do momento que aceito e estou feliz, mesmo que seja com uma decisão que não foi minha, já estou por cima. O outro, o que pensa, o que sente ou com quem fode, já não me interessa. 
Talvez esteja enganada, mas ficar por cima é não querer nem já saber e trilhar  caminho para que tal aconteça. Isso sim é saudável.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Resoluções para 2015 e o ginásio


Quase chegados a Fevereiro e eu ainda nas minhas resoluções. Acrescentei mais uma. Sendo a minha grande resolução, cumprir resoluções, resolvi ir contra a maré blogosferica e tomei como resolução, desistir do ginásio. Não que eu tivesse lá posto os pés o ano passado, ou que andasse a pagar alguma mensalidade. Do que eu desisti mesmo foi dessa ideia que deveria tentar ir.

Eu odeio aquilo. Sou a pessoa mais descordenada á face da terra, tenho zero resistência, odeio suar e, sobretudo, odeio o ritual. Odeio as roupinhas que tem que ser todas xpto, odeio o vestir-me e despir-me fora do meu quarto (ou de quartos mais prazeirosos), odeio o duche, com os chinelinhos para o pé de atleta e odeio secar o cabelo num balneário.

É muito saudavelzinho, é sim senhora. Tanto como uma caminhada com a minha cadela. Ou lavar as janelas lá de casa. Ou aspirar o chão. OU bater umas claras em castelo, fora da bimby.

O exercício pode ser o que fizermos dele e não tem que ser uma obrigação, com hora marcada, num sítio específico, sem outro objectivo tangível, que mudar o corpo. Quantas pessoas conhecem que fazem o seu sacrifício duas, três vezes por semana e vêem , efectivamente resultados? Na verdade, eu conheço uma. Mas é daquelas que faz duas outrês  aulas de seguida e que adora aquilo.

Percebo quem gosta, quem consegue levar aquilo á seria, quem sinta que é um hobbie que descomprima. A mim descompri-me cozinhar. Ou ler. Ou, para mao parecer uma total couch potato, passear com a minha daquela, quando nao faz muito frio, nem neva.

Quando se odeia tanto uma coisa, não pode ser saudável. E não me chateiem!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Drama queen

Venho aqui, por este meio, confessar que já tentei essa cena de pensar como um homem.

Armar-me em mulher moderna do século XXI que sou, assumir as minhas necessidades e conseguir ter ligações sem ter ligações.

A ideia pareceu-me paradisíaca. Disfrutar da parte que a natureza nos impõe, sem dramas, sem lagrimas, sem sentimentos, só os tais que se querem prazeirosos.

Foi um esforço grande. Ja aqui escrevi mil vezes, tal como dizia a Sissi, no antigo Cenas de Gaja, tenho o coração no pipi.

Nos tempos iniciais, a coisa foi uma ansiedade sem precendentes « Ai quenão  consigo, ai que vou ficar toda enamorada, ai, se ele não gostou ».

Entretanto, lá consegui encarnar a personagem. Fingi-me de confiante, segura e de quem sabe bem o que quer. E quis. E fui. E foi boa a horinha e coiso, que durou.

Vim feliz. Achei que era a maior, que tinha conseguido. Ehh lecas, estou tao modernilha.

Passou-se um dia e nada de ansiedades, nada de olhar para o telefone, nada de suspiros, nada de me perguntar se suspiravam lá do outro lado.

Passaram-se dois dias e continuei, distraída, ainda orgulhosa do meu feito.

Passou-se o terceiro dia e… qual é a piada desta merda ? Que valor acrescentado me trouxe? O sexo foi bom, sim, feito como se nao houvesse amanha, porque provavelmente nao haveria, mas… Fez-me feliz ? A verdade é que fez, mas só durante aquele instantinho que nos duram as endorfinas libertadas durante o acto. De resto, perdi totalmente o interesse por aquela pessoa. Deixou de me atrair.

E assim se conclui que o que eu preciso é emoção. Eu quero é drama.

 

sábado, 10 de janeiro de 2015

Ano novo, vida nova

E ao décimo dia, 2015 é já o ano em que aprendi a dizer não. 

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Resoluções

E as minhas resoluções não terminaram. Volta e meia lembro-me duma nova. Na verdade, eu adoro resoluções. Acho saudável que se pense no que se deve investir ou alterar, sempre que se fecha um ciclo. Eu, faço resoluções, não quando muda o ano, mas várias vezes. Quando faço anos, em Setembro, hábito velho de começo de ano lectivo, e todas as vezes que subo para uma balança.

Hoje fiz só mais uma: Eu.

Sim, simples, mas potente. Eu. Nada de dietas, nem de ginásios, mas sim cuidar de mim com aquilo que me dá prazer. Prioritizar-me. Esperar que me agradem, antes de querer agradar. Pedir provas, em vez de sentir necessidade de aprovação. Ouvir as minhas músicas. Ler os meus livros. Escrever as minhas palavras.

Eu, eu, eu.

Pode parecer egoísta, mas é, na verdade, a minha decisão mais altruísta.