quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Fini Finito

Dependendendo das circunstâncias, são duas as formas como eu vejo as minhas relações. Que vão acabar ou que vão acabar.
Verdade seja dita que, actualmente, duvido muito que alguma não termine. Vejo muito poucos casais felizes à minha volta e, na minha geração, passámos já aquele "boom" dos casamentos e dos bebés, para quase já só ver divórcios.
Mas isso são outros quinhentos. A verdade é que qualquer relação que eu inicie, prevejo um fim longo e doloroso. Muitas vezes, antes de começar. Por isso, acontecem, sempre duas coisas. Começo por ir como se não houvesse, nem precedentes, nem amanhã, assimcomássim, vai doer, bora lá mazé aproveitar.
No segundo instante, que é como quem diz depois da barriguinha cheia do pequeno-almoço das relações, prevejo-lhe o fim. Já que vai acabar, que venha já esse fim. Qualquer tentativa não sucedida desta auto-sabotagem foi devida a alguma paciência da outra parte. Normalmente, também esgota.

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