terça-feira, 27 de outubro de 2015

Assolapadas

Tenho saudades de paixões. Daquelas bem minhas, assolapas. De quando tudo servia de pretexto para escrever um post. De quando descobri o instagram e fiz da cadela a musa de uma pretensa artista. De quando o ombro de alguém era o meu lugar favorito ou o toque duma mensagem me acelerava o coração. 
Tenho a certeza que os meus amigos não têm saudades nenhumas dessas minhas montanhas russas, de cima a baixo, a cada 5 segundos, mas, na verdade, a mim não me importa chorar. O que preciso é de sentir. Só de sentir. 

Embalo

Ontem tive insónias. Três da manhã e eu, que tinha uma reunião daquelas, logo às oito, nada de dormir. Nem um bocejozinho para amostra. 
E que faz uma pessoa quando não consegue adormecer? Lê este blogue. Vão por mim, é (foi) tiro e queda.
Fui ler lá bem para os primórdios da coisa e, para além do tremendo sono que a coisa me deu, tive ali um misto de vergonha e orgulho. Tanta coisa mudou, tanta coisa aprendi. Mas tive, sobretudo, muita saudade. Da ingenuidade. E de ainda saber escrever português, sem expressões de emigrante, que já não diz uma frase sem um "by the way", que subsitituiu um bom "porra" pelo "fuck" e ainda tentava acertar na ortografia. 
E foi isto. Bons sonhos.